O que esperar dos indicados do Ceará para a transição do governo Lula

Trabalhos acontecem no CCBB de Brasília / Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

O Estado do Ceará está enviando alguns de seus melhores talentos a Brasília, para auxiliar nos trabalhos de transição para o próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na lista estão figuras da competência de Arialdo Pinho no turismo; da inteligência de Pedro Ivo no meio ambiente; da visão de Helena Martins na comunicação e da experiência de José Pimentel na previdência.

Há personagens com o capital político de Camilo Santana, o histórico de Veveu Arruda, o compromisso de Jaana Fernandes, a formação de Felipe Matias e a sensibilidade de Rubens Linhares.

Certamente, alguns dos escolhidos serão convidados a seguir, quer na Esplanada dos Ministérios quer em algum órgão federal – em Brasília ou no Ceará.

Juntamente com vários outros, os nomes tornados públicos nos últimos dias ajudarão Lula a dar cara à sua gestão, impor ritmo e fazer entregas no novo governo.

Também será mais ou menos por onde o Ceará acessará as estruturas brasilienses, de que tanto precisa, para dar vazão a seus projetos de desenvolvimento – social, econômico, ambiental e cultural, entre outros.

Sem comparação
A expectativa é que tanta gente boa, somada a outros talentos nos grupos de trabalho de Brasília, mostre um resultado final e real de como Lula pegará a nova administração.

Entretanto, não há elementos suficientemente objetivos para se avaliar, de forma razoável, o peso comparado do Ceará com outros estados nos trabalhos de transição. Alguns motivos:

É difícil parametrizar currículos, níveis de aderência política ao projeto do governo Lula 3.0, conexões fora da bolha e outros elementos dos nomeados.

A tarefa comparativa, direta ou indireta, ganha ares de impossibilidade, quando se considera a quantidade, qualidade e variedade de pessoas indicadas em todo o Brasil.

Fazer determinados recortes, inspirados no cearacentrismo, parte da ingenuidade de uns e esperteza de outros. Ao final, serve, somente, para inflar egos políticos.

Critério político
Vale o registro de que um dos critérios para garimpagem, convite e nomeação dos transitáveis é o alinhamento com o governo que está chegando, associado ao perfil técnico. Muito justo.

A propósito de engajamento político, certamente o staff que está se formando em torno do futuro governador do Ceará, Elmano Freitas (PT), foi consultado – no mínimo, informado com antecedência -, sobre os nomes que passam a integrar a transição de Lula.

Como já dito aqui, Elmano está de olho no espelhamento de seu secretariado ao ministério de Lula. Como isso tomará forma, nas próximas semanas, vai depender, em parte, dos trabalhos que já começaram, em Brasília.

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