Com pandemia e lockdown, Brasil, definitivamente, não é para amadores

Da Coluna Erivaldo Carvalho, do jornal O Otimista, desta sexta/5:

Lockdown não é uma decisão fácil, muito menos simpática, politicamente. Outra obviedade são os prejuízos – objetivos ou não -, que o “isolamento social rígido” acarreta. Todos sabem disso. A diferença é a quem estamos nos referindo. É ao empregado, que fora do radar das autoridades, não terá comida à mesa? É ao empreendedor, que não mais abrirá as portas? É ao empresário que não verá suas metas batidas em 2021? Ou ao filão que nunca ganhou tanto dinheiro, como agora, com a pandemia? A lista de perguntas é grande. Já na política, pelo menos na cena local, a questão parece mais simples: seu líder ou representante está contra ou a favor da vida?

A pandemia está sendo uma espécie de bálsamo, de onde exalam todos os tipos de cheiro. Para além da vida e da morte – o ponto central do debate -, o novo coronavírus despertou o pior e o melhor nas pessoas – conforme previsto, lá atrás, no início deste drama humanitário milenar. Do político que quer posar de super herói, mesmo sem capa, aos que fazem chantagem na hora de direcionar recursos públicos. No meio de tudo isso, há os que, por ignorância ou má-fé, embarcam no jeitinho brasileiro, considerando que os outros farão a parte de todos. Há, obviamente, os que entendem e cumprem as regras. Definitivamente, em meio à pandemia, o Brasil não é para amadores.

Eduardo Girão para governador: três condições
A bancada do Ceará no Senado soma cinco mandatos de governador do Ceará – três de Tasso Jereissati (PSDB) e dois de Cid Gomes (PDT). Eduardo Girão (Podemos) faz planos de esticar essa conta. Há muito saiu dos bastidores e ganhou o mundo as pretensões do empresário em substituir Camilo Santana (PT). Há, pelo menos, três condições para isso: as gestões da oposição no Ceará acontecerem; posições políticas mais claras de Girão e, principalmente, domar o aliado Capitão Wagner (Pros), que pensa para muito além da Câmara dos Deputados.

O isolamento que ronda Bolsonaro
Governadores se mexem por mais vacinas, gestões Brasil afora anunciam mais leitos e o Congresso Nacional, finalmente, começa a entregar resultados em situações críticas, como o auxílio emergencial. Na contramão, o governo Bolsonaro avança na grosseira ofensiva de boicotar a gestão de prevenção e combate à pandemia. Sinais de isolamento.

Centrão não vai a enterro de político
Todo político tem muito aguçado o instinto de sobrevivência. Em se tratando do centrão, que hoje dá as cartas em Brasília, isso vai à enésima potência. Isso significa que, – a preço de hoje, uma possibilidade remota – se Bolsonaro, com seus desmandos, for ao cadafalso, o grupo de Arthur Lira e companhia será o primeiro a largar a alça do caixão.

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