Por que força das big techs não deveria assustar

Grupo fatura trilhões / Reprodução

Elas são protagonistas em todos os setores que mudaram o mundo como nossos pais e avós o conheciam. Como deuses contemporâneos, são onipresentes, oniscientes e onipotentes. Sejam todos bem-vind@s ao universo das big techs, que passaram o rodo no governo Lula.

Ainda cambaleante, o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional estão se aliando ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na lógica do “ou nós ou elas”, tentarão fechar o cerco às plataformas digitais, que na visão dos Poderes da República mandam e desmandam no fluxo de informação e desinformação do País.

Mas por que não deveríamos estar assustados com tanta força – o suficiente para dobrar um Estado da envergadura do Brasil? A resposta: porque não há novidade nisso. Entidades do tipo existem há séculos e sempre predominaram nas cenas pública e privada.

Do domínio da ciência e da fé às grandes navegações, que batizaram continentes, escravizaram povos e definiram os rumos da humanidade, lá estavam elas – só que em outros formatos.

A diferença para as novas organizações está no fato de que as multinacionais da inteligência artificial definem comportamentos – não somente controlam o dinheiro, como os grandes bancos faziam. As de hoje não comandam partidos políticos, mas dominam corações e mentes.

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