Danilo Forte: mobilização pode ser início de virada contra reajuste

Deputado federal tem conhecimento de causa e vai ao ponto / Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Pintados para a guerra contra a Enel/Aneel, a classe política, setor produtivo organizado e entidades aderentes ao consumidor prometem barulhenta audiência pública, para a manhã desta sexta-feira (29), no auditório da Fecomércio, em Fortaleza. Deverá ser um dos maiores movimentos coletivos, de tempos recentes, em prol de uma causa igualmente diversa. Não é para menos. A conta de luz pega todos, de forma indistinta e impiedosa. A pancada média é de escorchantes 24,85%. Na agropecuária, a mordida a mais passa de 32%.

A Coluna conversou com o deputado federal Danilo Forte (União Brasil-CE), presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Energias Renováveis (FER). Na avaliação do parlamentar, um dos pontos do debate deverá ser a modelagem de atuação da Enel Distribuição. “Vou revelar alguns dados sobre esse contrato, que precisam ser discutidos, para que possamos ter mais transparência”, antecipa Danilo, que complementa: “Será o início de uma grande luta e mobilização dos cearenses contra o contrato abusivo que lesa o patrimônio dos cearenses”.

Prossegue Danilo: “Se não houver uma reação dos segmentos empresariais do Estado e dos cidadãos e cidadãs cearenses, estaremos dando o beneplácito e a aceitação a essa agressão à economia popular em nosso Estado”. Comentário da Coluna: já avaliamos aqui, por mais de uma vez, a importância de o Ceará dispor de parlamentares, federais e estaduais, que demonstrem firmeza na defesa de seus representantes. E, muito de preferência, que tenham conhecimento de causa e vá à raiz do problema. É o caso de Danilo Forte.

Bandeira em defesa dos mais frágeis não tem cor partidária

Caso Enel/provedores uniu parlamentares de diferentes grupos políticos / Reprodução

Já disseram quase tudo sobre o que é e para que serve a política. Aí vai mais uma: presta-se a tentar equilibrar forças econômicas e outras dinâmicas que atuam no cotidiano. Ainda mais em ano eleitoral. Vejamos o caso Enel/provedores de internet. Nos últimos dias, houve intensa mobilização de parlamentares contra a polêmica tentativa de cobrança de tarifa pelo uso compartilhado dos postes de energia. O valor poderia chegar a até R$ 75,00 por ponto – o que acarretaria, num efeito cascata ladeira abaixo, até 70% de reajuste no valor do plano. Pois bem. Depois de muita grita, no Ceará e Brasília, a empresa recuou e uma comissão foi criada, para debater o tema e encaminhar soluções.

Um dos parlamentares que se mobilizaram, o deputado federal Danilo Forte (PSDB) comemorou a suspensão da cobrança. Para ele, a taxa anunciada pela distribuidora seria uma sentença de morte para diversos provedores pequenos, que atuam em locais pelos quais as grandes operadoras não se interessam. “Isso criaria um deserto digital, com regiões sem acesso à internet e, consequentemente, sem acesso à educação, à cultura, ao lazer e aos negócios”, disse o tucano. O também deputado federal Eduardo Bismarck (PDT) saiu em defesa dos empreendedores digitais no Ceará, assim como o deputado estadual Acrísio Sena (PT), na Assembleia Legislativa. Notem que Danilo, Eduardo e Acrísio são de grupos políticos diferentes. Mas a causa foi comum aos três.

Energias limpas: transformações sociais já estão acontecendo

Da coluna Erivaldo Carvalho, do jornal O Otimista, desta sexta/18:

Danilo Forte (PSDB-CE) é presidente da Frente Parlamentar de Energias Renováveis / Marina Ramos/Câmara dos Deputados

A região Nordeste do Brasil caminha para ser um centro produtor de energia limpa em escala global. Para o deputado federal Danilo Forte (PSDB-CE), presidente da Frente Parlamentar de Energias Renováveis (FER), em Brasília, haverá impactos na economia de dimensões históricas. A rigor, essas transformações já estariam acontecendo, segundo mostra a evolução do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). “Todos os municípios onde foram implantados parques de geração de energia tiveram melhorias significativas, superiores a vinte por cento, aumentando a distribuição de renda e gerando empregos”, afirma o deputado federal. Trata-se de uma revolução.

Os grandes ciclos econômicos existem em função de suas condicionantes históricas. No Ceará, já fomos a civilização do couro e cultivadores do ouro branco. Com isso, vieram as indústrias têxteis e polos calçadistas. Mais recentemente, serviços, turismo e conectividade incrementaram esse portfólio. Agora, uma nova página está sendo virada. Com a logística instalada e a perspectiva do hidrogênio verde, offshore e outras matrizes, o Ceará entra em uma nova era. Em paralelo, ressalta o parlamentar, o Brasil precisa desestimular tecnologias poluentes. Danilo está correto. Isso é ter visão de futuro. A Idade das Pedras não chegou ao fim porque acabaram-se as pedras.

De olho na energia renovável

O presidente da Câmara, Artur Lira (PP-AL), conversa com o parlamentar cearense / Najara Araujo/Câmara dos Deputados

O deputado federal Danilo Forte (PSDB-CE), presidente da Frente Parlamentar de Energia Renovável na Câmara dos Deputados, solicita a instalação de Comissão Especial de acompanhamento do leilão de reserva de capacidade da Aneel. Ele quer que a atividade seja acompanhada de perto durante o período de recesso da Câmara. Entre outros pontos, Danilo questiona o processo licitatório que, via judicial, permitiu a participação de empresas que contradizem as metas de redução de carbono do Brasil. O requerimento está na mesa do presidente Arthur Lira.

A cobrança de Danilo

Danilo defende renegociação de dívidas de desenvolvimento regional / Agência Câmara

O Brasil poderia retomar a economia a passos largos. Exemplo: nesta quinta-feira (7), o Congresso Nacional adiou a votação de vetos presidenciais à MP 1016/21 que prevê renegociação de dívidas com os fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro Oeste (FCO). Com a pandemia, a situação foi agravada. Atento, o deputado Danilo Forte (PSDB-CE) cobrou a votação. O parlamentar argumenta que pequenos empresários e produtores aguardam a regulamentação da matéria para renegociação das dívidas e retomada de atividades. Simples.

União Brasil: prós e contras da fusão DEM-PSL

Da Coluna Erivaldo Carvalho, do jornal O Otimista, desta quarta/6:

Partido nascerá como maior bloco parlamentar da Câmara, mas isso não é tudo / PSL/Divulgação

Eis que temos o já considerado maior bloco político da Câmara dos Deputados, em vias de virar partido, quando for oficializado pela Justiça Eleitoral. Algumas considerações – primeiramente, as positivas: a fusão entre DEM e PSL mostra, grosso modo, que as duas siglas tinham mais convergências do que divergências; a futura agremiação abrigará muitos dos mais importantes personagens da atual política brasileira – com opções presidenciáveis, inclusive; há um projeto de poder, nacional e regional, mais ou menos definido na cúpula do grupo; pelo tamanho, terá dinheiro a rodo para bancar candidaturas e o nome “União Brasil” é um presente para os marqueteiros.

Mas há alguns senões. A mera exibição de uma grande bancada fará do agrupamento um grande partido? O que a sigla apresenta para os principais gargalos do País? Há, efetivamente, um pensamento e um projeto de desenvolvimento nacional? Já tivemos várias bancadas gigantescas no Congresso que não passaram disso. Nunca chegaram ao Palácio do Planalto. Outra: o gigantismo arreganhou os olhos e os bolsos de muita gente. A disputa por controle regional, já em curso, pode atrapalhar, inclusive. Finalmente: há vários nomes à sucessão presidencial? Então é porque não há “o” nome. Assim, qual será a estratégia para tentar quebrar a polarização Bolsonaro-Lula?

Diferencial na região

BNB é principal instituição financeira com sede na região / BNB/Divulgação


A semana foi marcada pela mudança no comando do Banco do Nordeste, a mais importante instituição financeira sediada na região – mais precisamente, em Fortaleza. Para dizer pouco, somente no primeiro semestre de 2020, foram mais de R$ 20 bilhões em investimentos. Que siga assim, sendo diferencial desenvolvimentista em uma das regiões mais pobres do País.

Em defesa da instituição
O BNB é uma das jóias da coroa do Governo Federal no Nordeste. Por isso, para a instituição voltam-se muitos olhares. Entretanto, independentemente de pontuais barulhos, o banco deve ser defendido, pela história e seriedade, como fez o deputado federal Danilo Forte (PSDB), em pronunciamentos na Câmara dos Deputados, para quem “resultados não têm ideologia”. Correto.

Sobre reaproximação e incertezas políticas

Na reta final de mandato, senador admite não disputar cadeira no Congresso Nacional, no ano que vem / Agência Senado

Eles não se falam desde 2018. À época, discutiram sobre os rumos da então campanha eleitoral para o Governo do Estado.

Três anos depois, o senador Tasso Jereissati e o deputado federal Danilo Forte (ambos do PSDB), ainda distantes, pessoalmente, mantêm pontes na política.

Em ofício datado desta quarta-feira (15), ao presidente nacional da sigla, Bruno Araújo, Danilo assina um termo de “apoiamento” para Tasso participar das prévias, com vistas à sucessão presidencial de 2022.

O procedimento é previsto no regimento do partido, para situações internas da sigla, como candidaturas a postos de direção.

Ao Blog, Danilo faz robustos elogios ao senador. Para o deputado, uma eventual candidatura do ex-governador colocaria o Estado na pauta nacional.

Tasso já esteve mais animado a participar do pleito do ano que vem. Na reta final do mandato, ele admite não disputar outro período de oito anos em Brasília.

Nos próximos dias, o senador deverá comunicar à direção da legenda se mantém a pré-candidatura ao Planalto.

Estão no páreo os governadores João Doria (São Paulo) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul)

O futuro político de Tasso, portanto, segue incerto.

Mas vale o gesto de apoio presidencial.

Particularmente, de Danilo, único deputado federal tucano, prestes a bater asas do ninho tucano.

Das crises nascem as oportunidades

Da coluna Erivaldo Carvalho, do jornal O Otimista, desta sexta/3:

Deputado Danilo Forte (PSDB-CE) foi relator da MP 1049/21 / Alex Ferreira/Agência Câmara

Por uma série de gargalos, o Brasil atravessa uma crise energética, com consequências ainda não totalmente planilhadas. A solução, multifatorial, envolverá desde planejamento mais assertivo e acertado dos governos a cenários meteorológicos, passando por inserção de novas matrizes. Inclusive, ampliando o olhar sobre outros pontos nevrálgicos do setor, que poderão ser convertidos em alternativas. Uma dessas opções pode estar na Medida Provisória 1049/21, que cria uma autarquia para monitorar, regular e fiscalizar as atividades que usam tecnologia nuclear no Brasil. A MP foi relatada pelo deputado federal Danilo Forte (PSDB-CE).

Tudo o que puder garantir a ampliação e o controle da geração de energia tem que ser regulamentado para acompanhar essas ações”, comentou Danilo, sobre a janela de oportunidade aberta pela MP. Danilo está certo. Com a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), o setor ficará mais seguro, já que as atividades serão exercidas por uma entidade diferente da que promove seu uso. E a energia nuclear – esse é o ponto de aderência com a crise -, pode ser um dos grandes segmentos do futuro, somando-se às demais opções, desde que manejada com segurança para a população e o meio ambiente. No mais, é registrar a atuação do parlamentar cearense.

MP 1017/20: os impactos econômicos e os dividendos políticos

Deputado Danilo Forte (d, PSDB-CE) colhe os bônus da relatoria da MP/Najara Araújo/Câmara dos Deputados

Da coluna Erivaldo Carvalho, do jornal O Otimista, desta segunda/9:

O enredo do financiamento transformou-se, vários capítulos de crises depois, em inadimplência. O Ceará não fugiu ao trágico roteiro. Assim nasceu a novela do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) e do Fundo de Investimentos da Amazônia (Finam). Felizmente, o drama caminha para um final feliz. Graças à Medida Provisória 1017/20, relatada pelo deputado federal Danilo Forte (PSDB-CE) – e já desdobrada em portaria, com resultados práticos -, as empresas quitarão os débitos com até 80% de desconto ou negociarão as pendências com redução de 75%. A portaria exclui bônus, multas, juros de mora e encargos por inadimplência.

Pleito antigo do setor industrial, a medida vai beneficiar cerca de 300 empreendimentos no Ceará, ajudando a manter ou criando em torno de 5 mil empregos. Mais: além de resolver o estoque de gargalos financeiros, a MP relatada por Danilo olha para frente, já que abre espaço para que outras 1.700 empresas também se beneficiem com a medida, já em vigor. E não poderia ter chegado em melhor hora, justamente quando o País se reorganiza para retomar – ou acelerar – várias atividades econômicas, rumo à recuperação. Em tempo: com os resultados esperados, não será surpresa se parte do PIB do Estado quiser Danilo de volta à Câmara, a partir de 2023.