O Brasil descolado da agenda do mundo

Da Coluna Erivaldo Carvalho, do jornal O Otimista, desta segunda/11:

Plenário do Congresso, onde, em tese, são debatidos os grandes temas nacionais / Antonio Cruz/ Agência Brasil

Além de fazer a humanidade pisar fundo no freio, em vários aspectos, a pandemia evidenciou – ou aprofundou, como queiram -, a pobreza; há décadas, o planeta já emitia graves sinais de esgotamento eco ambiental; a indústria da tecnologia e informação, também há bastante tempo, impunha novos desafios a governos e sociedade. Por isso, na média geral, as nações mundo afora têm uma agenda, que com diferenças pontuais, vão na seguinte linha: combate à desigualdade social, novo pacto pela sustentabilidade e regulamentação das big techs. Essa foi, inclusive, a tônica dos discursos mais relevantes dos chefes de Estado, há alguns dias, na Assembleia Geral da ONU.

Enquanto isso, no Brasil, o debate nacional segue girando em torno da responsabilização pelos mandos e desmandos no manejo da pandemia, a superficial discussão de reformas pretensamente estruturantes e o já enfadonho enfrentamento a questões que rondam as polêmicas vazias do presidente da República. São itens que, dependendo do olhar e da boa vontade, formam uma pauta. No máximo. Mas não uma agenda nacional, pela qual se vislumbre um antes e um depois ou aponte caminhos para o País a médio e longo prazos. Não é um projeto. O tempo não espera por ninguém, muito menos a linha da história, que lá fora está sendo construída por quem olha para o futuro.

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