Lula e a participação das mulheres no governo

Participação feminina vem sucumbindo ao pragmatismo / Ricardo Stuckert/PR

A Caixa Econômica Federal (CEF), presidida por Rita Serrano, deverá ser anexada ao feudo montado pelo centrão no governo Lula.

Na Semana da Independência, a medalhista olímpica Ana Moser entregou a cadeira no Esporte para o operador do grupo de pressão sobre o Planalto, André Fufuca (PP-MA).

Semanas atrás, Celso Sabino (PA) foi para o lugar de Daniela Carneiro, no Turismo. Especulações dão conta de que a ministra do STF, Rosa Weber, será substituída por um homem.

A impressão é que as mulheres estão sendo sacrificadas. A foto da posse, de 1º de janeiro – um brado ao empoderamento feminino -, aos poucos vai sucumbindo ao pragmatismo.

Em meio ao visível e audível desgaste, governistas, além de citarem a necessária base aliada no Congresso, dizem que a mesma cobrança não era feita no governo de Jair Bolsonaro (PL).

Não houve e nem havia sentido para isso. Bolsonaro não foi eleito, em 2018, prometendo paridade de gênero. Pelo contrário. Mas, essa plataforma foi de Lula, no ano passado.

A prática de candidato ser eleito em cima de promessas graciosas e esquecer depois da posse tem nome e sobrenome: estelionato eleitoral. O que está acontecendo é, no mínimo, pecado do pregador.

O risco quando candidato e eleito não se comunicam

A cada vez menor presença de mulheres no governo Lula soma-se a outras contradições.

Entre elas, estão a volta do orçamento secreto, loteamento político, fim da frente democrática e derrota da ala ambiental. São temas caros ao atual governo.

No conjunto, há um risco, quando candidato e eleito não se comunicam. O eleitor, com certa razão, pode passar a não mais apoiar, tão efusivamente, um governo que já não mais reconhece como seu.

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