Prisão de Fabrício Queiroz: homem bomba, pólvora e pavio curto

Notícia do dia – até agora -, a prisão do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, na manhã desta quinta, 18, joga mais combustível na fogueira que já flamejava e ardia nos ares brasilienses.

O episódio de hoje é mais um tenso capítulo na obscura novela que exibe a relação dos Bolsonaro com o poder, que inclui, por baixo, esquema de rachadinha e funcionários fantasmas.

Pouco tempo depois da prisão, uma fonte do Planalto definiu como “pólvora” a detenção do ex-assessor.

Trocadilhos à parte, Queiroz é considerado “homem-bomba” pelos próprios palacianos e foi detido na semana em que o pavio do presidente Bolsonaro nunca esteve tão curto.

Tal qual filme de gangster, Queiroz demonstrou fidelidade canina aos Bolsonaro, ao mesmo tempo em que já reclamou de suposto abandono pela atual família mais poderosa do País.

O fato de Queiroz ter sido encontrado escondido, na casa do advogado de Flávio, pode ser, para além dos agravantes jurídicos, revelador de seus motivos para sumir do mapa.

Afinal, ele estava escondido para não ser preso ou temia por sua vida? A morte de um arquivo vivo, com tamanho potencial explosivo, interessaria a alguém?

Igualmente a roteiros de películas já vistas, – PC Farias (Collor) e Celso Daniel (Lula) -, estaríamos, mais uma vez, diante da fatídica lição de que a vida e a arte se imitam?

Quem é Fabrício Queiroz

Amigo do presidente Bolsonaro há mais de 35 anos, Queiroz atuou como motorista e assessor do então deputado estadual, Carlos Bolsonaro.

Passou a ser investigado em 2018, depois que o Coaf indicou movimentação financeira dele de R$ 1,2 milhão, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

Uma situação atípica. O último salário de Queiroz na Alerj fora de R$ 8.517. Ele também recebeu transferências em sua conta de sete servidores que passaram pelo gabinete de Flávio.

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