União Brasil: prós e contras da fusão DEM-PSL

Da Coluna Erivaldo Carvalho, do jornal O Otimista, desta quarta/6:

Partido nascerá como maior bloco parlamentar da Câmara, mas isso não é tudo / PSL/Divulgação

Eis que temos o já considerado maior bloco político da Câmara dos Deputados, em vias de virar partido, quando for oficializado pela Justiça Eleitoral. Algumas considerações – primeiramente, as positivas: a fusão entre DEM e PSL mostra, grosso modo, que as duas siglas tinham mais convergências do que divergências; a futura agremiação abrigará muitos dos mais importantes personagens da atual política brasileira – com opções presidenciáveis, inclusive; há um projeto de poder, nacional e regional, mais ou menos definido na cúpula do grupo; pelo tamanho, terá dinheiro a rodo para bancar candidaturas e o nome “União Brasil” é um presente para os marqueteiros.

Mas há alguns senões. A mera exibição de uma grande bancada fará do agrupamento um grande partido? O que a sigla apresenta para os principais gargalos do País? Há, efetivamente, um pensamento e um projeto de desenvolvimento nacional? Já tivemos várias bancadas gigantescas no Congresso que não passaram disso. Nunca chegaram ao Palácio do Planalto. Outra: o gigantismo arreganhou os olhos e os bolsos de muita gente. A disputa por controle regional, já em curso, pode atrapalhar, inclusive. Finalmente: há vários nomes à sucessão presidencial? Então é porque não há “o” nome. Assim, qual será a estratégia para tentar quebrar a polarização Bolsonaro-Lula?

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