2022: o que hoje é hipótese pode virar realidade e vice-versa

Palácio da Abolição: principal objeto de consumo da política cearense/Ascom/GE

Na cotação do dia, o deputado federal José Airton Cirilo (PT) nada mais é do que um pré-candidato a governador do Estado, de olho na renovação do atual mandato. E se o desenho mudar? Como estará Lula daqui a nove meses – março de 2022 -, quando os palanques nacionais e locais estiverem no rascunho próximo do real? Pelo menos uma das principais variáveis, fora do radar há menos da metade desse intervalo, parece já ser carta à mesa: a presença do ex-presidente na corrida presidencial. Ou seja, não é plausível que demos como certos cenários que têm altíssimo potencial de mudança, ao sabor dos humores, ao longo de meses, semanas ou até dias.

O Ceará, como nenhum outro estado, já chama a atenção no tabuleiro presidencial de 2022. Afinal de contas, é daqui o único pré-presidenciável projetado, nacionalmente, capaz de atrair faixas eleitorais ameaçadoras à flagrante e orquestrada polarização entre Bolsonaro e Lula. Esse público, de potencial identidade com uma futura terceira via, orbita em torno do bolsonarismo ou do lulopetismo, por ainda não existir o debate nacional sobre a sucessão da presidência da República. Por outro lado e na mesma intensidade, o PT do Ceará, na ainda hipotética candidatura de Lula, poderá alavancar um nome local. Em 2002, por muito menos o PT foi ao segundo turno.

Tasso, Girão e a renovação da CPI
A CPI da Covid vai ser renovada, por mais 90 dias? É a pergunta que a nação se faz, justamente quando as investigações trilham os mais sensíveis fatos e suposições que, no conjunto da obra, podem, no limite, comprometer, politicamente, – para dizer pouco -, a reputação do governo Bolsonaro. Dois dos senadores cearenses – Tasso Jereissati (PSDB) e Eduardo Girão (Podemos) -, estão na comissão. De forma direta ou indireta, ambos os parlamentares estarão com o nome à prova, no ano que vem – independentemente da narrativa vencedora ao final dos trabalhos.

Planalto, Ciro e a Copa de 1982
O ex-governador Ciro Gomes (PDT) é, de longe, o mais preparado pré-presidenciável de que o Brasil dispõe. Intelectual, moral e politicamente. Mas isso não é tudo. Ele precisa seduzir pelo menos dois dígitos do eleitorado que tem esse perfil. É isso o que o viabilizará, eleitoralmente. Numa metáfora futebolística, não adianta ser a Seleção de 1982. Tem de ganhar a Copa.

Assembleia, histórico e planos
Na Assembleia Legislativa há muitos ex-prefeitos e ex-vereadores. Particularmente, de Fortaleza – inclusive, presidentes do Legislativo da Capital. Muitos já passaram por lá, onde ainda estão Acrísio Sena (PT), Tin Gomes (PDT), entre outros. O atual dirigente da Câmara, Antônio Henrique (PDT), desconversa, mas sabe que o rico histórico pesa a favor de seus planos políticos. 

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