Por direitos e dignidade para os LGBTQIA +

Dignidade da pessoa deve ser a baliza para demais direitos

Hoje, segunda-feira (28) é o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA +. Como se percebe, há muito tempo deixou de ser o icônico GLS – denominação, atualmente, politicamente incorreta e limitada, para dizer o mínimo. A sigla mudou através dos tempos. Ganhou não somente novos públicos na escrita por extenso. Ao termo foram incorporados significados, alcances, adesões, conquistas, desafios e impactos políticos, econômicos, sociais e culturais. A luta, geralmente, até no sentido literal, que deixa marcas – visíveis ou não – e vítimas, às vezes fatais, é luta para o ano todo. Mas é de imprescindível relevância um momento para reflexões sobre a causa.

Nesse sentido, é oportuna a pauta do “Grandes Debates – Parlamento Protagonista”, da Assembleia Legislativa, com o tema que sintetiza o sentido da discussão: os direitos, aqui no sentido de dignidade da pessoa, como asseguram a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Constituição Federal do Brasil, de 1988. Não é pouca coisa, quando se sabe que a política é um ambiente machista, quando não pior, e obtusa na promoção e defesa da identidade de gênero e orientação sexual. Particularmente, nos atuais tempos, tóxicos e sombrios. Para registro: o Parlamento cearense, palco do evento, nesta terça-feira (29), segue sintonizada com a contemporaneidade.

Para Acrísio, Senado para Camilo é prioridade
Na última sexta-feira (25), aqui foram publicadas notas sobre os rumos do governador Camilo Santana (PT) no contexto da sucessão estadual. O inquieto deputado estadual Acrísio Sena (PT) enviou réplica, da qual destacamos alguns trechos: “no Ceará, o governador Camilo, com 80% de aprovação, é a prioridade na chapa estadual, que envolve os cargos de governador, vice e senador”, afirma o parlamentar, para quem as negociações da chapa majoritária para 2022 já tem um nome certo: Camilo Santana para o Senado. O cenário é possível, mas não o único.

Petista diz que cabeça é um direito do partido
Segue Acrísio Sena: “É um direito do PT reivindicar a cabeça da chapa e alguns companheiros têm feito movimentos neste sentido. Mas é provável, para mantermos a unidade em defesa da democracia, que o Partido seja contemplado com a vaga para Camilo. Resta apenas esperar pela disposição dele em aceitar e pegar o cavalo selado”. É cedo. Vamos aguardar.

Reação é amostra do que poderá vir em 2022
Duas consequências diretas do mau momento por que passam o governo e o presidente Bolsonaro, segundo mostraram as últimas pesquisas: o aprofundamento do estilo belicoso do bolsonarismo, para quem o ataque é a melhor defesa e, consequentemente, a pesada artilharia que já se faz perceber em grupos e listas. Uma pequena amostra do que a polarização poderá render em 2022.

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