Campanha eleitoral: a diferença entre estratégias bem boladas e fracassos retumbantes

Mais da Coluna Erivaldo Carvalho (O Otimista, sexta/25):

A nova fase do pleito vai separar vitoriosos e perdedores

Eis que, mesmo atropelada pela pandemia de covid-19, a campanha eleitoral começa para valer, no rádio, TV e internet, a partir deste domingo (27/09). Diz-se “para valer” por que somente os incautos convictos ainda não perceberam que há muito tempo foi escancarada a temporada de caça ao voto. Muitos, inclusive, só darão conta da nova fase do pleito quando estranharem o novo horário da novela, do noticioso radiofônico ou seus amigos atualizarem a foto de perfil nas redes sociais, declarando suas preferências políticas. É essa a visão do leigo, o cidadão mediano que mal sabe onde guardou o Título de Eleitor.

Mas, para candidatos e seus staffs, que vivem a política na veia, cada campanha eleitoral é um marco. Para os políticos, propriamente, pode representar a diferença entre o início de uma grandiosa vida pública e a aposentadoria precoce. Mas não somente isso. Daqui a mais ou menos 50 dias, teremos o resultado, muito bom ou péssimo, de misturas insanas entre ex-adversários ou o repentino distanciamento de velhos aliados. Para muito além da separação entre vitoriosos e perdedores, teremos a exata medida de estratégias bem boladas e aplicadas com maestria. Ou os fracassos retumbantes e seus algozes.

Quanto mais atento, menos presa fácil

Política e democracia – duas das maiores invenções da humanidade -, têm no centro o homem sociável, suas circunstâncias e os interesses coletivos. Isso, em tese. Na prática, é a disputa por narrativas, dentro de processos comunicacionais sedutores, nos quais cabe quase tudo. Quanto mais atento, menos presa fácil. Fica a dica.