Quando não se aprende o básico

Presidente não faz jus ao trilionário orçamento federal / Divulgação

Todo governo é, ou deveria ser, antes de tudo, uma máquina de propaganda sobre si mesmo. Afinal, independentemente de sua natureza, época ou como o príncipe chegou ao poder (alô Maquiavel!), a busca da aceitação, popularidade ou mesmo adoração é uma constante. Mas há situações, particularmente no regime democrático, onde a organização, foco e alinhamento políticos não são preocupações centrais. O resultado, claro, é um pouco do que temos visto no mandato de Bolsonaro. Impressiona como o Governo Federal, montado em trilhões de reais e no controle de muitos processos, com engrenagens capilarizadas em todo o Brasil, não consegue falar bem de si.

No conjunto, populismo, personalismo e uma boa dose de resultados administrativos positivos são a fórmula de governos bem avaliados. O primeiro é a busca, geralmente equivocada, de práticas popularescas, nuas e cruas. Manjado, dificilmente funciona. No segundo caso, trata-se da pretensa transformação de traços pessoais na já batida lógica “gente como a gente”. No terceiro ponto, toques pessoais tentam dar o tom, geralmente orientado por bajuladores. Obviamente, é uma cilada, Bino! Isso tudo e mais um pouco está hospedado no Palácio do Planalto. O atual ciclo caminha para o fim, totalmente longe do que pensou que seria. Não aprenderam o óbvio. Não aprenderam o básico sobre o poder.