Com repercussão nacional, suspensão de André Fernandes pode acirrar ânimos políticos

Da coluna Erivaldo Carvalho, do jornal O Otimista, desta sexta/21:

É difícil dizer se a suspensão por 30 dias do mandato do deputado estadual André Fernandes (Republicanos) foi uma sanção justa ou desproporcional à quebra de decoro parlamentar. Mas é fácil prevê que o episódio não se encerrou ontem. Sem provas, André encaminhou representação ao Ministério Público, afirmando que o também deputado Nezinho Farias (PDT) teria ligações com facções criminosas. Tecnicamente, trata-se de uma denunciação caluniosa, tipificada no Código Penal Brasileiro. É crime contra a administração pública. Mas a Assembleia é uma casa política. Foi, portanto, um julgamento político.

O debate foi da imunidade parlamentar a queixas de perseguição política, passando por apelos de inexperiência pessoal e pregação bíblica sobre misericórdia. Mas, assim como a punição, a reação será política. Suspenso, André voltará de pilha nova, às vésperas da campanha. Engajado nas redes, foi campeão de votos em 2018. É bolsonarista de crachá e apoiador do pré-candidato a prefeito de Fortaleza, Capitão Wagner (Pros). A punição pode ter repercussão nacional. Ontem, André pediu desculpas, mas não pediu arrego. Perdeu, mas saiu atirando. Pode ser a senha de que vem muito mais barulho por aí.

Os critérios de definição do candidato pedetista à Prefeitura de Fortaleza

Da Coluna Erivaldo Carvalho, do jornal O Otimista, edição desta quarta/22:

Capital do Ceará é vitrine político-administrativa nacional e internacional

Dos cinco nomes pré-selecionados no PDT, de onde deverá – ou poderá – sair o nome da situação para concorrer à sucessão do prefeito Roberto Cláudio, três estão cumprindo mandato: o deputado federal Idilvan Alencar e os estaduais José Sarto e Salmito Filho. Cada um buscará se viabilizar, através, em tese, da natural exposição pública das funções que exerce. Já Samuel Dias e Ferruccio Feitosa, ex-secretários municipais, são os que, também em tese, mais conhecem a gestão. É desse patamar que começam os debates, via internet, a partir de hoje, que poderão ajudar a definir o candidato.

Mas os fatores determinantes vão muito além. A rigor, as variáveis definidoras do nome pedetista envolvem, pelo menos, três critérios, dos quais os FGs não abrem mão: capacidade de gestão e liderança na chefia do Paço Municipal; inteligência política, articulação e convergência e, por último, mas não menos importante, competitividade e potencial eleitoral. Além, claro, de fidelidade e confiança políticas para com o projeto em curso. É muito justo. Afinal, trata-se do principal grupo político em atuação no Ceará, atualmente, e da principal vitrine pedetista, de projeção nacional e internacional.