Campanha eleitoral: a diferença entre estratégias bem boladas e fracassos retumbantes

Mais da Coluna Erivaldo Carvalho (O Otimista, sexta/25):

A nova fase do pleito vai separar vitoriosos e perdedores

Eis que, mesmo atropelada pela pandemia de covid-19, a campanha eleitoral começa para valer, no rádio, TV e internet, a partir deste domingo (27/09). Diz-se “para valer” por que somente os incautos convictos ainda não perceberam que há muito tempo foi escancarada a temporada de caça ao voto. Muitos, inclusive, só darão conta da nova fase do pleito quando estranharem o novo horário da novela, do noticioso radiofônico ou seus amigos atualizarem a foto de perfil nas redes sociais, declarando suas preferências políticas. É essa a visão do leigo, o cidadão mediano que mal sabe onde guardou o Título de Eleitor.

Mas, para candidatos e seus staffs, que vivem a política na veia, cada campanha eleitoral é um marco. Para os políticos, propriamente, pode representar a diferença entre o início de uma grandiosa vida pública e a aposentadoria precoce. Mas não somente isso. Daqui a mais ou menos 50 dias, teremos o resultado, muito bom ou péssimo, de misturas insanas entre ex-adversários ou o repentino distanciamento de velhos aliados. Para muito além da separação entre vitoriosos e perdedores, teremos a exata medida de estratégias bem boladas e aplicadas com maestria. Ou os fracassos retumbantes e seus algozes.

Quanto mais atento, menos presa fácil

Política e democracia – duas das maiores invenções da humanidade -, têm no centro o homem sociável, suas circunstâncias e os interesses coletivos. Isso, em tese. Na prática, é a disputa por narrativas, dentro de processos comunicacionais sedutores, nos quais cabe quase tudo. Quanto mais atento, menos presa fácil. Fica a dica.

Com pandemia, acirramentos e riscos de fake news, eleições de 2020 serão históricas

Da Coluna Erivaldo Carvalho, do jornal O Otimista, desta sexta/28:

Independentemente de variáveis do pleito, eleitor terá variedade de opções

As eleições municipais deste ano serão muito diferentes de todas as realizadas até aqui. Na forma como as campanhas se darão, por causa da pandemia; nos discursos políticos, em função da forte polarização, assim como pela rapidez e perigo das mensagens, por conta, respectivamente, da consolidação das redes sociais e fake news. No caso específico de Fortaleza, espera-se uma proliferação de candidaturas e, consequentemente, riqueza de propostas para o presente e futuro da Capital do Estado. Será em um ou dois turnos? Pelas variáveis postas até aqui, é impossível dizer.

O que pode ser cravado é a variedade de opções que o eleitor terá na cabine de votação. Também não se sabe qual será o peso do rádio e TV na cabeça do eleitor. Uma aposta segura é de que olhos e ouvidos estarão voltados para telinhas de smartphone, na palma da mão. Alguns dizem que a posse dos próximos prefeitos, em janeiro de 2021, se dará em clima de ressaca econômica. Outros, que o País ainda estará tonto. Por isso a importância de critérios rígidos, antes de apertar o “confirma”. Assim como o Brasil, gestões municipais não são para amadores. Mas isso já é outra história.