Mais da coluna Erivaldo Carvalho, do jornal O Otimista, desta 2ª

Atenção ao Fundeb

O Novo Fundeb, na pauta da Câmara Federal esta semana, prevê duplicação, até 2026, dos atuais 10% para 20% na composição financeira, com estados e municípios. O fundo beneficia cerca de 38 milhões de alunos, da creche ao ensino médio. O atual Fundeb vence em dezembro. Já o novo é uma PEC. Aprovado, será constitucionalizado. A votação merece atenção, para além do fato de ser importante. Se só isso resolvesse, não estaríamos diante de tantos retrocessos na área.

Sintonia e firmeza

Com restaurantes até as 23h e sem aulas presenciais, começa hoje a quarta fase do plano de retomada das atividades econômicas em Fortaleza. O governador Camilo Santana e o prefeito Roberto Cláudio seguem firmes e sintonizados na condução do processo – apesar das pressões, que não têm sido poucas.

Explicação emergencial

Ao votarem contra a prorrogação do auxílio emergencial até dezembro, 309 deputados federais terão muito a explicar a seus leitores. Outros 123, mesmo derrotados, ficaram bem na foto. No Ceará, foram 11 contra a emenda. O placar repercutiu. E deverá ser bem lembrado no já próximo período eleitoral.

A decisão de Camilo

Muito bem reeleito, governador tem avaliação positiva no enfrentamento da crise pandêmcia

A decisão de Camilo Santana em brecar o esperado retorno de aulas presenciais, bares, cinemas, shows, espetáculos e academias, na 4ª fase de reabertura econômica, tem base técnica.

Atividades que causam aglomeração – atual inimigo público número um da saúde, em todo o mundo -, foi o risco calculado, que serviu de base para o anúncio.

Admita-se, a situação é frustrante para empresários dos setores, desaponta o público frequentador desses ambientes e não é confortável para o próprio governador.

Mas foi o que apontou o comitê que monitora a situação da pandemia no Ceará.

Dito isso, algumas considerações, para além da esdrúxula dicotomia vida-economia.

1 – Camilo afirma que a decisão é baseada no que dizem os especialistas – apesar de a posição final ser dele. Ou seja, o governador divide com o comitê o ônus da decisão.

2 – Bem avaliado até aqui, o governo Camilo vem se desdobrando no enfrentamento da pandemia, com ações efetivas e responsáveis. Essa imagem blinda decisões amargas.

3 – Reeleito com quase 80% dos votos há menos de dois anos, o governador tem um colchão super king size de aprovação popular. Isso amortece eventuais desgastes.

Diante de tais escudos, empresários pressionam, estrebucham e anunciam o fim do mundo. É compreensível.

Mas há pouco a fazer. Resta esperar e torcer que os próximos boletins da Covid-19, que já matou mais de 7 mil no Estado, tragam melhores notícias.