Quando a fala funciona como estratégia política – dos adversários

Bolsonaro mantém estilo grosseiro e agressivo com palavras / Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Expressão máxima da linguagem verbal, o ato de falar é para a política e os políticos o que o voo é para os pássaros. Mas não significa, necessariamente, sucesso de público e crítica. O ex-presidente Lula vem colecionando gafes preocupantes, para dizer pouco. Foi infeliz ao comentar o aborto, teve de se desculpar a policiais, provocou desconfiança ao prometer desfazer a reforma trabalhista e perdeu uma boa chance ao comentar a guerra na Ucrânia.

Principal adversário de Lula, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), é um caso a ser estudado. Grosseiro com as palavras, tem a agressão e a ofensa como esportes favoritos – e parece não só gostar de praticá-los, como o faz sem aparente esforço. Isso vale para inúmeras situações do dia a dia e para a condição de mandatário da nação.

Já o pedetista Ciro Gomes, conhecido pelo ímpeto verbal, falou o que não devia em recente evento público, em São Paulo. Provocado, não se conteve e usou palavras de baixo calão; no Ceará, atacou o PT que, mesmo sendo adversário figadal em nível nacional, é o principal aliado do seu PDT no Estado.

Além de revelar a essência de cada um dos presidenciáveis, as falas acima estão e serão usadas contra os próprios. Lula, Bolsonaro e Ciro têm, muito por baixo, três décadas de política. Devem conhecer inúmeros personagens que morreram pela boca. Atualmente, o efeito é muito mais fulminante, dada a rapidez e alcance do que é dito.

Prazo para jovem tirar título de eleitor vai até hoje, mas desafio apenas começou

Aparente desinteresse do jovem pela política merece atenção / Marcelo Camargo/Agência Brasil

Encerra-se hoje, 4 de maio, o limite do tempo para que jovens de 16 anos completos até 2 de outubro – 1º turno das eleições – aos 18 de idade incompletos tirem o título de eleitor. O voto é facultativo nesta faixa etária. Depois disso – até os 70 –, é obrigatório. Uma campanha de mídia on e off line, com algumas celebridades e outras nem tanto, ajudou a empurrar um grande contingente desses novos eleitores para os guichês e aplicativos. A Justiça Eleitoral está com boa expectativa sobre a quantidade de alistamentos da população com esse perfil. Mas isso não é tudo.

Muito provavelmente, essa foi a mais fácil e exequível fase de um longo desafio. O Brasil precisa se debruçar sobre o que pensa e o que quer a atual juventude. Não é normal que a rebeldia e a mobilização, próprias dessas tribos de outrora, tenham dado lugar à apatia e indiferença. Estudos e muita conversa, dissecando suas aspirações e inquietações sobre o presente e o futuro, educação e mercado de trabalho, por exemplo, podem levantar pistas.

Igreja, família e outras instituições podem reforçar esse time. Entidades políticas – mesmo os carcomidos partidos –, podem ajudar. O que não dá é para fixarmos o suposto estigma da aversão dos atuais jovens à política, somado ao isolamento das bolhas, como explicações e, daí, considerarmos que tudo vai bem. Não vai. Título na mão não é tudo. É somente o começo.

Saúde em alta
Em Brasília, deve ser votado hoje o projeto de lei que institui o piso nacional da enfermagem. Não é demais lembrar que estes foram guerreiros e guerreiras que mais se expuseram aos riscos mortais da covid-19. Muitos, inclusive, quedaram ao longo da batalha. “Esse projeto, sem sombra de dúvida, é um agradecimento a esses homens e mulheres que trabalham de sol a sol em defesa da saúde dos brasileiros. Sem eles, o nosso tão querido Sistema Único de Saúde seria apenas uma ilusão vazia”, diz o deputado federal Danilo Forte, defensor da matéria. Enquanto isso, a gestão do prefeito Sarto Nogueira (PDT) avalia a regulamentação do plano de cargos e carreira de biomédicos. Luta de onze anos, o plano já existe em todas as capitais do Nordeste.

Os soldados do Capitão
O deputado estadual Soldado Noélio tem o apoio explícito do pré-candidato ao Governo do Estado, Capitão Wagner, para a Câmara dos Deputados. O vereador Sargento Reginauro tem igual simpatia do governamentável para a Assembleia Legislativa – no vácuo eleitoral deixado por Noélio. Já o também vereador Inspetor Alberto é ventilado para disputar o Senado.

Depende do ângulo de visão
Sem entrar no mérito dos índices da última pesquisa para o Abolição, o grupo governista pode ter motivos de alegria ou de preocupação – dependendo do ângulo de visão. Não há como negar que a governadora Izolda Cela pontua bem, para quem está há um mês na cadeira. Na outra ponta, o ex-prefeito Roberto Cláudio mostra competitividade. Façam suas apostas.

Um mês depois da posse, Izolda segue apostando na curta safra de entregas

Tecnicamente, a pedetista é pré-candidata à reeleição / Governo do Estado/Divulgação

Nesta segunda-feira (2) faz um mês de governo Izolda Cela (PDT). A primeira mulher a chegar à Chefia do Executivo do Ceará o fez por méritos próprios e de terceiros – como é próprio da política. À psicóloga e professora foi entregue a hercúlea tarefa de elevar o nível educacional do Estado. Missão dada, missão cumprida, cá está a pedetista, tecnicamente, pré-candidata à própria sucessão. É o que diz a lei eleitoral. Mas não é tão simples assim. Numa metáfora futebolística, o poder é um jogo coletivo dos mais imprevisíveis. Daí porque ambos os esportes, por assim dizer, afloram tanta paixão, olho gordo e outras vicissitudes humanas.

Espécie de fetiche da imprensa, efemérides são, em regra, usadas como marcos para os famosos balanços de gestão. Um mês, cem dias, um ano… A governadora Izolda tem oito meses de governo pela frente. Antes do pleito, a maior fatia do período estará engessada pela restritiva legislação. Depois, o foco será outro, voltado para posse dos eleitos, formação de governo, transição etc. 

Tudo somado e noves fora, não tem lá muito sentido esperar que a gestão Izolda Cela aconteça, ao ponto de impor a governadora como opção inarredável de candidata governista. Em circunstâncias típicas, será uma curta safra de entregas, ancoradas nas ações já em andamento. Não há tempo para ficar inventando. Izolda sabe disso. Tanto é assim que a própria, um mês depois da posse, segue batendo na tecla da continuidade.

Os argumentos de Acrísio pró-governadora
Prossegue repercutindo no PT a declarada preferência do partido pelo nome da governadora Izolda Cela (PDT) para disputar o Governo do Estado, em detrimento do ex-prefeito de Fortaleza, o também pedetista Roberto Cláudio. Um dos defensores de Izolda, o inquieto deputado estadual Acrísio Sena (PT) levanta dois pontos interessantes. 1) O petista diz que “em nenhum momento questionou-se a prerrogativa do PDT” na indicação do nome. Ou seja, por esse raciocínio, o PT também teria liberdade política para declarar sua preferência. 2) Pesquisas: Acrísio cita os então candidatos Roberto Cláudio, em 2012, e Camilo Santana, dois anos depois. “Ambos iniciaram a campanha com menos de 5% das intenções de voto e foram vitoriosos”. Por certo, os argumentos do parlamentar entrarão no cálculo – além de vários outros.

Blindagem?
É inegável o marco histórico de Izolda Cela ser a primeira mulher a chegar à Chefia do Palácio da Abolição. Pergunta-se: o gênero da governadora será um diferencial competitivo na campanha eleitoral, caso venha ela a ser a candidata? Um experiente observador respondeu a este colunista, com outra indagação: você lembra de alguma blindagem à Luizianne Lins ou Dilma Rousseff?

Recordar é viver
Eleições municipais de 2020, em Fortaleza. Caminhando para o desfecho do primeiro turno, a então candidata do PT à sucessão do hoje ex-prefeito Roberto Cláudio (PDT), Luizianne Lins (PT), foi alvo de duros ataques da campanha do candidato que seria eleito no segundo round, José Sarto (PDT). Também na disputa, Capitão Wagner (ex-Pros, hoje União Brasil), definiu as investidas como “covardia”.

Danilo Forte: mobilização pode ser início de virada contra reajuste

Deputado federal tem conhecimento de causa e vai ao ponto / Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Pintados para a guerra contra a Enel/Aneel, a classe política, setor produtivo organizado e entidades aderentes ao consumidor prometem barulhenta audiência pública, para a manhã desta sexta-feira (29), no auditório da Fecomércio, em Fortaleza. Deverá ser um dos maiores movimentos coletivos, de tempos recentes, em prol de uma causa igualmente diversa. Não é para menos. A conta de luz pega todos, de forma indistinta e impiedosa. A pancada média é de escorchantes 24,85%. Na agropecuária, a mordida a mais passa de 32%.

A Coluna conversou com o deputado federal Danilo Forte (União Brasil-CE), presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Energias Renováveis (FER). Na avaliação do parlamentar, um dos pontos do debate deverá ser a modelagem de atuação da Enel Distribuição. “Vou revelar alguns dados sobre esse contrato, que precisam ser discutidos, para que possamos ter mais transparência”, antecipa Danilo, que complementa: “Será o início de uma grande luta e mobilização dos cearenses contra o contrato abusivo que lesa o patrimônio dos cearenses”.

Prossegue Danilo: “Se não houver uma reação dos segmentos empresariais do Estado e dos cidadãos e cidadãs cearenses, estaremos dando o beneplácito e a aceitação a essa agressão à economia popular em nosso Estado”. Comentário da Coluna: já avaliamos aqui, por mais de uma vez, a importância de o Ceará dispor de parlamentares, federais e estaduais, que demonstrem firmeza na defesa de seus representantes. E, muito de preferência, que tenham conhecimento de causa e vá à raiz do problema. É o caso de Danilo Forte.

Sobre vice e suplência na base governista cearense

Vagas a substitutos imediatos de Izolda e Camilo são cobiçadas por aliados / Divulgação

Poucas vezes na história recente da política cearense os olhos dos aliados ficaram tão arregalados para o posto de candidato a vice-governador ou suplente de senador na chapa majoritária governista. E com razão. Atual governadora, a pedetista Izolda Cela, na hipótese de ser ela a candidata do partido e, também, supostamente, ser eleita em outubro vindouro, teria pela frente somente quatro anos na chefia do Executivo. Ou seja, quem for vice-governador, nesse cenário, terá o caminho mais curto, a partir de janeiro de 2023, para ascender ao comando do Palácio da Abolição. Na prática, passará quatro anos fazendo campanha para 2026.

O mesmo vale para a suplência do pré-candidato ao Senado, petista Camilo Santana. O ex-governador parte como franco favorito para ocupar a cadeira onde senta, atualmente, Tasso Jereissati, cujo mandato vai até o final do ano. O raciocínio é meio longo, mas vale o esforço: caso Camilo chegue ao Congresso e o PT volte ao Planalto, o suplente será virtualmente senador da República. Isso porque, nos cálculos de aliados, o titular poderá ser puxado para a Esplanada dos Ministérios.

As duas possibilidades acima explicariam o hercúleo esforço que aliados vêm fazendo para indicarem a candidatura a vice-governador e suplência ao Senado. Inclusive porque sequer precisariam fazer campanha. Em circunstâncias normais, só se pede voto para o titular. Ou como diz a jocosa lembrança: não existe nem escola nem rua batizada com nome de vice, suplente ou ex.

A homenagem de Sérgio Aguiar

Deputado estadual é um dos autores do requerimento / Divulgação

São 25 anos em defesa dos mais vulneráveis. Significa um quarto de século de lutas por direitos constitucionais. Nesse espírito, a Defensoria Pública do Estado do Ceará será homenageada, em sessão solene, nesta quarta-feira (27), na Assembleia Legislativa. Na ocasião, a defensora pública geral, Elizabeth Chagas, receberá o Título de Cidadã Cearense – ela é paraibana. O deputado estadual Sérgio Aguiar (PDT), atento ao fortalecimento de entidades aguerridas e vigilantes, é um dos autores do requerimento. Pelas causas que justificam a existência da DPCE e personagens envolvidos, a distinção é mais do que merecida.

O Twitter de Musk

O multibilionário comprou a plataforma por US$ 44 bilhões / Divulgação


O microblog Twitter não tardará a apresentar novas experiências e usabilidades, com o mínimo de mediação de inteligência artificial. Foi o mais ou menos anunciado pelo comando da plataforma planetária, o mais novo brinquedinho digital do multibilionário Elon Musk. Eis um dos maiores testes deste animado ano para a Justiça Eleitoral brasileira. Só para lembrar: o presidente Bolsonaro já teve tuíte deletado, em polêmica envolvendo tratamento de covid-19.

Notas sobre eleição para deputado

Além da renovação, há parlamentares veteranos querendo voltar / Montagem sobre Divulgação

Renovação e retornos
A disputa para deputado estadual e federal neste já animado 2022 será uma das mais difíceis dos últimos tempos. Conforme mostrou a reportagem especial deste final de semana do O Otimista, assinada por Lara Veras, o fim das coligações e o histórico de altos índices de renovação dos parlamentos serão somente alguns dos obstáculos da corrida. Para agitar um pouco mais, na conta entra ainda a tentativa de retorno de ex-parlamentares. Experientes, por assim dizer, sabem o caminho das pedras, onde as vacas dormem e em que galhos as andorinhas fazem o ninho. Entre eles, há ex-prefeitos municipais, de planejamento finalizado e já começando a correr todo o Ceará.

Para abraçar as causas
Representações parlamentares distritais é um debate em aberto no Brasil. Mas bem que poderia avançar. No Ceará, por exemplo, há muito desperdício de votos em candidatos a deputado que só aparecem na campanha eleitoral. Enquanto isso, setores e pautas que poderiam mudar a face do Estado seguem órfãos, por falta de representantes que abracem a causa.

A Ibiapaba sub-representada
A região da Ibiapaba, na Zona Norte do Estado, é sub-representada na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, em Brasília. A gigantesca área poderia ser um oásis do agronegócio e um dos maiores polos turísticos do Ceará. Não é nem um nem outro. Assim como outros quadrantes e setores do Estado, porque está sem voz nos parlamentos.

A gestão Sarto na eleição ao Governo do Estado

A avaliação do pedetista em Fortaleza poderá definir a força – ou não -, de Capitão Wagner na Capital / Prefeitura de Fortaleza/Divulgação

Quinto maior eleitorado do País, o Município de Fortaleza responde por cerca de 28% desse contingente do Ceará. Mas, na eleição para o governo do Estado, é mais do que os quase dois milhões de pessoas com título de eleitor. A capital cearense é, simbolicamente, o centro nervoso da disputa. É a principal batalha da guerra eleitoral. Há, obviamente, resultados dissonantes. Ou seja, ganhar na maior cidade não carimba o passaporte nas urnas, mas conta muito – literalmente.

Aqui entra a gestão do prefeito José Sarto Nogueira (PDT). Aliado histórico do grupo hoje alojado no Palácio da Abolição, o pedetista sagrou-se chefe do Executivo da Capital no segundo turno, quando obteve 51,69% dos votos, contra 48,31% do agora pré-candidato a governador, Capitão Wagner (União Brasil).

A sequência de candidaturas do deputado federal licenciado – a prefeito, em 2020, e, agora a governador -, favorece o opositor. Explica-se: mesmo sendo outra disputa e outra campanha, com cenários e variáveis diferentes, mais de 624 mil eleitores em Fortaleza queriam Wagner prefeito. Outros 668 mil votaram e elegeram Sarto, com a óbvia expectativa de terem feito a melhor escolha.

Tudo acima peneirado e considerado, a aprovação da gestão Sarto em 2022 será fundamental não somente para o candidato pedetista ao governo. Por tabela e diretamente, poderá definir a força – ou não -, de Capitão Wagner na Capital. Daqui partirão, rumo ao Interior do Estado, muitos dos sinais de vitória ou derrota, de um lado ou do outro. Mas essa já é outra história.

Os caminhos de Capitão Wagner

Opositor ao Governo do Ceará, parlamentar presidente o União Brasil no Estado / Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O pré-candidato ao governo do Estado, Capitão Wagner (União Brasil), vai para a disputa com chances reais de ser eleito. Ele lidera um grupo político forte; é bom de discurso e debate; tem capilaridade nas redes sociais; terá muitos recursos financeiros à disposição e contará com generosa fatia do tempo na propaganda eleitoral de rádio e TV. Do outro lado haverá um grupo que, embora emita sinais de fadiga de material, está montado nas principais estruturas políticas do Ceará e diz ter um projeto em andamento.

Eis o ponto. Estarão em jogo os resultados – satisfatórios ou não -, entregues pelos governistas, e o projeto alternativo, a ser apresentado pela oposição. Aqui começa o grande desafio de Wagner, para transformar as “chances reais” em resultado efetivo, na apuração dos votos. Licenciado do mandato de deputado federal, o pré-candidato vem se dedicando a duas frentes: estruturação partidária e alianças políticas em todo o Ceará e planejamento de campanha.

Todo programa de governo pressupõe um rigoroso diagnóstico da realidade, área por área. Saúde, educação, segurança, infraestrutura, saneamento, meio ambiente, emprego, cultura, esporte etc, e o mais importante: finanças. Como está a arrecadação do atual governo? Quais as prioridades? Montada, a avaliação crítica será a base, na qual se assentarão as propostas que o candidato vai vender ao eleitor. Grosso modo, Wagner terá de identificar a dor do cearense e como pretende aliviá-la.

Auxílio Brasil e as eleições
Há poucos dias, a imprensa local trouxe um dado que chamou muito a atenção: há mais cearenses cadastrados no Auxílio Brasil, ou seja, que dependem, diretamente, do programa de distribuição de renda, do governo federal, do que trabalhadores com carteira assinada. São 1,299 milhão contra 1,197 milhão. Somos, tecnicamente, um estado de pessoas pobres. Dois comentários. 1: os dados reforçam pelo menos a metade do mote da oposição, “estado rico, povo pobre”. 2: por outro lado, temos aí uma potencial arma política, já que o governo Bolsonaro é o responsável pela ampliação da cobertura social. O fenômeno, inclusive, ajuda a explicar a sensível melhora do mandatário nos recentes índices de intenção de voto. Bolsonarista, Wagner poderá tirar proveito disso.

A paixão do militar
Estigmatizado no início da carreira política com a pecha de militar, Capitão Wagner vem ampliando a visão de gestor público, que pretende ser, e a liderança que exerce no setor de segurança pública. Em depoimentos nas redes sociais, define o policial militar como “profissão linda” e se diz apaixonado pela carreira. E, claro, defende mais autonomia, equipamento e condições para que as forças prestem melhor serviço à população.

“Nosso projeto é amplo”
Wagner, na hipótese de ser o próximo governador do Estado, dará, por óbvio, atenção especial à segurança pública. É o que faz um governante educador na sua área ou um médico na saúde. O pré-candidato do União Brasil destaca, porém, investimentos em vários setores. “Nosso projeto é amplo”, diz, nas redes. Lá, também destaca haver um “time” de especialistas nos mais variados quadrantes da administração pública.