Bolsonarismo, Covid-19 e sucessão municipal são destaques do programa “De Olho na Política” desta semana

Nesta segunda edição, internautas participarão das discussões

Na segunda edição do programa “De Olho na Política”, os jornalistas Rogério Gomes (mediador) Cláudio Teran e Erivaldo Carvalho debaterão, nesta quinta-feira, 25, os principais assuntos no jogo do poder nacional, estadual e local.

O programa será transmitido ao vivo, no canal do Blog do Rogério Gomes, no Youtube, com início às 20h. A partir desta segunda edição, internautas poderão participar da discussão.

Serão destacados o novo calendário eleitoral de 2020, a polêmica indicação do ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, para o Banco Mundial, e a possível vinda do presidente Jair Bolsonaro ao Ceará.

Em nível de Ceará, os três jornalistas discutirão a tentativa de punição ao deputado estadual bolsonarista André Fernandes. No mesmo circuito, também serão debatidos os desdobramentos do jantar político, em Fortaleza, do qual participaram os deputados federais Carla Zambelli (PSL) e Capitão Wagner (Pros) – pré-candidato a prefeito.

Os desdobramentos da pandemia do novo coronavírus segue em análise no programa “De Olho na Política”. No plano econômico, o governador Camilo Santana deverá anunciar incentivos para a classe empresarial. Por outro lado, pelo menos cinco municípios cearenses devem entrar em lockdown.

Rogério Gomes, Erivaldo Carvalho e Cláudio Teran focarão, ainda, a retomada das obras públicas pelo Município de Fortaleza e seus possíveis efeitos nesta pré-temporada da sucessão eleitoral do prefeito Roberto Cláudio (PDT).

SERVIÇO
Programa “De Olho na Política”, com os jornalistas Rogério Gomes, Erivaldo Carvalho e Cláudio Teran.
Quinta-feira, a partir das 20h
www.youtube.com/jornalistarogeriogomes

O PT e suas circunstâncias

Luizianne Lins e Cid Gomes: direto do túnel do tempo

(Nota originalmente publicada na Coluna Erivaldo Carvalho (O Otimista) desta quarta, 24/6

A história é filha de seu tempo e a política, das circunstâncias do momento. Salvo um fenômeno ainda não detectado pelos radares da política local, os PTs de Luizianne Lins e Camilo Santana vão para a queda de braço. A ex-prefeita tem projeto de voltar ao Paço. O governador tem planos de ajudar os aliados ciristas a manterem-se lá. Sob outras variáveis, a disputa não seria inédita. Em 2004, contra tudo e todos, Luizianne foi candidata e eleita prefeita. Dois anos depois (2006), o mesmo PT, controlado pela hoje deputada federal, subiria no palanque dos FGs, ajudando a eleger Cid Gomes governador.

Pandemia, corrupção, aproveitadores e a lenta fila até a cabine de votação

Eleitor deve pensar bem em como cada representante tratou a pandemia

Da Coluna Erivaldo Carvalho, no jornal O Otimista, desta quarta-feira, 24/6:

Fortemente impactada pela pandemia de Covid-19, a atual geração tem um encontro marcado com seu representante do poder público. Com o título de eleitor na mão, a maioria vai querer saber onde estava, o que fez ou deixou de fazer seu representante, quando a Cidade agonizava. Isso serve para todos. Cada um receberá o seu quinhão deste latifúndio. O noticiário nacional dá conta de que pelo menos dez estados – e centenas de municípios -, entraram na mira da Polícia Federal, polícias estaduais e órgãos de fiscalização e controle. Os desvios de dinheiro já estariam rodando a casa de R$ 1,5 bilhão. Por outro lado, estaria havendo muita politicagem, denúncias vazias e aproveitadores, que começam a montar palanques sobre pilhas de cadáveres. O fato é que a pandemia do novo coronavírus não alterou somente o calendário eleitoral de 2020. As filas de eleitores, até a cabine de votação, serão organizadas sob protocolos de distanciamento social. Seguirão, lentamente, com tempo suficiente para que cada eleitor e eleitora pense bem em quem merecerá seu voto.

Aprovado no Senado, novo calendário eleitoral sofre resistência do Centrão na Câmara

Câmara dos Deputados também votará a PEC das Eleições

Se – e somente se -, o calendário eleitoral de 2020, aprovado pelos senadores, for confirmado pelos deputados federais, prefeitos e vereadores serão eleitos nos dia 15/11 (1º turno) e 29/11 (2º).

As demais novas datas seriam as seguintes:

11/8: atuação de pré-candidatos no rádio e TV.

31/8 a 16/9: convenções partidárias.

Até 26/9: registro de candidaturas.

Após 26/9: início da propaganda, inclusive internet.

27/10: previsão de gastos.

Até 15/11: prestações de contas.

18/11: diplomação.

Ocorre que os neobolsonaristas da Câmara – portanto, negacionistas desde criancinhas da pandemia e de seus efeitos -, resiste à ideia de alteração do atual calendário.

A oportuna campanha do TSE voltada a jovens eleitores

Primeira fase da campanha vai até o dia 3 de julho

Veio em boa hora a campanha que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está levando às redes sociais, para incentivar a participação de jovens na política.

O TSE acerta na pauta, ao buscar a geração que assumirá, mais cedo ou mais trade, o controle das instituições e decidirá os rumos da democracia tupiniquim.

A Justiça Eleitoral também foi sensível ao ir às redes, atrás desse público. Como se sabe, é lá onde todo mundo está e se encontra – quer em bolhas ou ziguezagueando entre redes e perfis sociais.

Segundo o TSE, o Brasil tem 1,31 milhão de eleitores entre 16 e 17 anos – a faixa etária em que o voto é facultativo.

Batizada de “Eu na Prefeitura, Eu na Câmara”, a campanha fica no ar até o dia 3 de julho.

Até lá, eleitores dessa faixa etária poderão enviar vídeo de 30 segundos, respondendo sobre o que falta na sua cidade e o que poderia fazer para melhorar a situação se fosse eleito prefeito ou vereador do município.

Saiba como enviar o vídeo clicando aqui

As melhores participações vão fazer parte de uma campanha da Justiça Eleitoral de incentivo ao voto.

Efeito pandemia: sem prorrogar mandatos, Congresso vota novo calendário eleitoral

Íntegra da Coluna Erivaldo Carvalho, no jornal O Otimista, desta segunda-feira, 22/6:

Câmara e Senado vão discutir calendário eleitoral nos próximos dias / Ag. Brasil

A semana que começa promete ser uma das mais importantes do calendário eleitoral de 2020. Depois de muitas especulações e desencontros, o Congresso Nacional deverá unificar várias Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e definir as novas datas do primeiro e segundo turnos de votação. Uma das possibilidades é 15 de novembro (domingo) para o primeiro round. Os domingos iniciais de dezembro caem nos dias 6 e 13. Para minimizar aglomerações nos locais de votação, é possível que o horário seja elastecido. Atualmente, acontece das 8h às 17h. Uma vez determinadas as duas principais datas, deverá haver efeito retroativo nos principais pontos do cronograma do pleito, como início e término da campanha, propriamente, período da propaganda no rádio e televisão e até mesmo das convenções partidárias.

Para se quedar à evidência de que deveria alterar o calendário eleitoral deste ano – algo histórico no País -, o Congresso Nacional orientou-se por pelo menos três parâmetros: não prorrogar os atuais mandatos de prefeitos municipais e vereadores; priorizar a saúde dos cerca de 150 milhões de eleitores, e pautar-se pelos protocolos epidemiológicos que cercam o enfrentamento à pandemia de Covid-19.

Clima de sucessão

Uma vez redefinido o novo calendário eleitoral, a grande tendência será, aos poucos, o clima de sucessão eleitoral passar a dominar a cena pública, ao lado do noticiário sobre recuperação econômica. Até mesmo porque, tudo dando certo e nada dando errado, mais cedo ou mais tarde, os indicadores da pandemia recuarão. Particularmente, em Fortaleza, de onde estão saindo os melhores indicativos no Ceará. Com isso, outras etapas de flexibilização virão, apontando, lentamente, para a nova normalidade.

Obras e eleições

A gestão Roberto Cláudio (PDT) retomou, de forma gradual, dezenas de obras públicas espalhadas pela Cidade. São bons sinais. O principal deles é a convicção, por parte da gestão municipal, de que já é possível, com os cuidados necessários, o início do retorno da construção civil, um dos setores mais estratégicos e impactante para a economia. E há, claro, o efeito político positivo sobre a administração pedetista, que poderá refazer o cronograma de entregas e inaugurações, diante de um processo eleitoral que aponta no horizonte. “São atos normativos da gestão”, explica.

Saneamento universal

Está na pauta do Senado, para votação esta semana, o marco regulatório do saneamento básico. Relatado por Tasso Jereissati (PSDB-CE), o projeto de lei, originário da Câmara, tem pontos polêmicos, como prorrogação para o fim dos lixões e facilitação para privatização de estatais. Mas, a essência, conforme destaca o senador cearense, é a universalização do serviço, com modelos que podem alcançar municípios pobres e desassistidos. Se a prática se revelar exitosa como está no papel, o PL do Saneamento poderá reduzir o vexame do Brasil – uma das maiores economias do mundo, com 35 milhões de pessoas sem acesso a água tratada e metade da população sem coleta de esgoto.

De olho na própria sucessão, RC reabre canteiros de obra em Fortaleza

PMF: “maior conjunto de investimentos da história de Fortaleza” / Reprodução

Na esteira da estabilização e recuo dos indicadores da pandemia de Covid-19 na Capital, a gestão Roberto Cláudio anuncia a retomada de obras públicas no Município.

Entre as ordens de serviço, está a construção de um novo hospital Gonzaguinha do Conjunto José Walter, na Regional VI. A previsão de assinatura é dia 27 de junho.

Do outro lado da Cidade, na Regional II, será retomada a duplicação da Avenida Sargento Hermínio. Pelo cronograma traçado pela Prefeitura Municipal, a obra será concluída até o dia 31 de dezembro.

Já no Centro de Fortaleza, a Cidade da Criança passará por ampla reforma, com diversas modificações estruturais. A obra já está licitada.

Nessa primeira fase de reinício das obras, estão previstos ainda serviços de urbanização no Conjunto São Miguel, Granja Lisboa e Bom Jardim, entre outros. A gestão destaca as recomendações sanitárias que estão sendo adotadas.

Cauteloso quanto a gradual reabertura da economia – uma segunda onda de contaminação pelo novo coronavírus forçaria a um recuo -, Roberto Cláudio vai, assim, retomando o Mais Ação.

Bilionário e autodenominado “novo e maior conjunto de investimentos da história de Fortaleza”, o programa espalhou centenas de obas públicas municipais – pequenas, médias e grandes -, por toda a Cidade.

Além das obras em si, que poderão ser capitalizadas, politicamente, a reabertura dos canteiros de obra por Roberto Cláudio injetará dinheiro na economia local.

Até antes da pandemia, o Mais Ação era a principal aposta do Paço para alavancar o candidato que tentará suceder o atual prefeito.

É mais uma vantagem competitiva do palanque governista, que poderá minimizar o mau humor do eleitorado em situações de pandemia e crise econômica, pelas quais passam o País, o Ceará e a própria Capital.

Prisão de Fabrício Queiroz: homem bomba, pólvora e pavio curto

Notícia do dia – até agora -, a prisão do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, na manhã desta quinta, 18, joga mais combustível na fogueira que já flamejava e ardia nos ares brasilienses.

O episódio de hoje é mais um tenso capítulo na obscura novela que exibe a relação dos Bolsonaro com o poder, que inclui, por baixo, esquema de rachadinha e funcionários fantasmas.

Pouco tempo depois da prisão, uma fonte do Planalto definiu como “pólvora” a detenção do ex-assessor.

Trocadilhos à parte, Queiroz é considerado “homem-bomba” pelos próprios palacianos e foi detido na semana em que o pavio do presidente Bolsonaro nunca esteve tão curto.

Tal qual filme de gangster, Queiroz demonstrou fidelidade canina aos Bolsonaro, ao mesmo tempo em que já reclamou de suposto abandono pela atual família mais poderosa do País.

O fato de Queiroz ter sido encontrado escondido, na casa do advogado de Flávio, pode ser, para além dos agravantes jurídicos, revelador de seus motivos para sumir do mapa.

Afinal, ele estava escondido para não ser preso ou temia por sua vida? A morte de um arquivo vivo, com tamanho potencial explosivo, interessaria a alguém?

Igualmente a roteiros de películas já vistas, – PC Farias (Collor) e Celso Daniel (Lula) -, estaríamos, mais uma vez, diante da fatídica lição de que a vida e a arte se imitam?

Quem é Fabrício Queiroz

Amigo do presidente Bolsonaro há mais de 35 anos, Queiroz atuou como motorista e assessor do então deputado estadual, Carlos Bolsonaro.

Passou a ser investigado em 2018, depois que o Coaf indicou movimentação financeira dele de R$ 1,2 milhão, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

Uma situação atípica. O último salário de Queiroz na Alerj fora de R$ 8.517. Ele também recebeu transferências em sua conta de sete servidores que passaram pelo gabinete de Flávio.

Com transmissão ao vivo pelo Youtube, estreia nesta quinta-feira, 18, o programa “De Olho na Política”

A sucessão eleitoral em Fortaleza, a administração Roberto Cláudio, a gestão Camilo Santana e o governo Jair Bolsonaro serão destaques nesta quinta-feira, 18, na estreia do programa “De Olho na Política”.

Mediado pelo jornalista Rogério Gomes, o debate semanal, sempre a partir das 20h, terá a participação dos também jornalistas Erivaldo Carvalho e Cláudio Teran.

Experiente, o trio profissional atuou nos principais veículos de comunicação do Ceará.

Além das gestões públicas, os analistas políticos abordarão a guerra travada contra a pandemia de Covid-19, a crise entre os poderes da República, fake News e democracia.

O programa “De Olho na Política” será transmitido, ao vivo, no canal do Blog do Rogério Gomes.

SERVIÇO

Programa “De Olho na Política”, com os jornalistas Rogério Gomes, Erivaldo Carvalho e Cláudio Teran.

Quinta-feira, a partir das 20h

www.youtube.com/jornalistarogeriogomes

As campanhas de outrora e o novo normal da caça ao voto

Íntegra da Coluna Erivaldo Carvalho, no jornal O Otimista desta quarta-feira, 17/6:

Em 2016, as campanhas eleitorais passaram de 90 para 45 dias

Em tempos recentes, meados de junho em anos pares era época de muita especulação sobre os primeiros arranjos políticos, com vistas ao outubro vindouro. Com o calendário eleitoral em pleno desenvolvimento, as primeiras simulações de aliança eram conhecidas, e velhas e novas caras começavam a se (re)apresentar ao distinto público. Aos poucos, rodadas de entrevistas, debates e perfis publicados na imprensa convencional iam dando os contornos sobre quem iria sair na caça ao voto. Se nesse meio tempo houvesse pesquisas de opinião sobre a pré-temporada, a temperatura subia alguns graus, jogando pressão nas negociações entre grupos e partidos políticos. Também é desse período a profusão de “especialistas” em gestão e trato com o dinheiro público, que brotava de todos os lados – e para todos os gostos. Cada um, a seu jeito e modo, tentava chamar a atenção para os gargalos e as soluções que tinha para a Cidade, o Estado ou o País.

Há quatro anos, a minirreforma eleitoral reduziu à metade o período das campanhas eleitorais – de 90 para 45 dias – com início no meio do mês de agosto. Isso e uma série de outras restrições deixaram o período eleitoral um tanto quanto corrido e superficial. Agora, neste 2020, por conta da pandemia, teremos um pleito super atípico. Neste novo normal, as redes sociais deverão reinar. Isto é, se o tóxico ambiente digital receber um regramento mínimo, que nos permita pelo menos respirar. A conferir.

Receita política

Negociação política é arte que envolve muitas habilidades, como projeção certeira de cenários, cálculos eleitorais, pragmatismo na leitura do jogo, boa dose de blefe e frieza no momento da decisão. Isso, sem falar da estrutura e capilaridade partidárias e tempo no rádio e TV, fora outros pré-requisitos. É por essas e outras que muitos negociadores de primeira viagem miram na cabeça de chapa e não conseguem acertar sequer na vice.

General no Podemos

Ex-PSDB, partido pelo qual concorreu ao Governo do Estado, em 2018, o general Guilherme Theophilo desafivelou as malas no Podemos do senador Eduardo Girão. Em substituição a Plauto de Lima, presidirá a legenda na Capital. Previsível, cogitou-se que o político verde-oliva seria opção a vice do pré-candidato ao Paço, Capitão Wagner (Pros). Chance remota. O também militar da reserva procura um empresário ou nome da saúde.

Nem na guerra

Está nas convenções e tratados de guerra: civis, mulheres, crianças e serviços de saúde devem ser poupados e protegidos, em zonas de guerra. Em alguns conflitos armados, criam-se os chamados corredores humanitários – regiões neutras, por onde chega ajuda, como suprimentos e equipes médicas. Significa, claramente, que nem na guerra se pode tudo. Não há, portanto, explicação para o atentado, que por pouco vereadores de Fortaleza não cometeram, ao tentarem invadir o hospital de campanha do PV.