O recuo de Lula no combate à taxa de juros do Banco Central

O recuo de Lula no combate à taxa de juros do Banco Central

Roberto Campos Neto é presidente do Banco Central / Marcelo Camargo/Agência Brasil

Muito indica que está chegando ao fim ou perdendo força a refrega entre o mandatário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Para lembrar: o petista vinha de uma saraivada atrás da outra contra o dirigente da principal autoridade financeira do País. Motivo: a taxa de juros de 13,75% que, segundo o petista, não cabe na realidade econômica nacional.

O presidente da República parece ter desistido de baixar, no grito, as taxas de juros do Banco Central. O petista age sem consultar conselheiros

Coube ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fazer a ponte pacifista entre Lula e Campos Neto. Desde então, está sendo creditado ao ex-prefeito de São Paulo e pupilo do presidente da República a suposta vitória política.

Não é bem assim. Visto por outro ângulo, Lula foi convencido pelos fatos que escolhera a briga errada – fazer inflamados discursos contra com o chefe de uma autarquia. A queda de braço tinha alto potencial de danos à própria economia – a pressão sobre os chamados juros futuros. Ou seja, poderia haver efeitos contrários ao que quer Lula.

De qualquer forma, o possível desfecho chama a atenção. Não é todo dia que Lula recua do que decide fazer – sem ouvir conselheiros – ele não tem conselheiros.

Lula pensa de outra forma. O petista acredita que ter sido eleito é salvo conduto para derrubar no grito a taxa de juros. Estava errado.

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