2022: nem o passado como foi nem o presente como está

O atual presidente Bolsonaro e o ex-presidente Lula: é possível uma terceira via?

O título acima é um clichê, emprestado do movimento estudantil secundarista, ressuscitado no início dos anos 1990, pós-reabertura política, “Fora Collor” etc. Mas nunca esteve tão atual. E deveria ser o mantra de todas as forças de poder sensatas deste País. Toca, diretamente, na suposta polarização da disputa pelo Palácio do Planalto no ano que vem. Mais especificamente, no duelo tácito e comodamente alimentado entre bolsonaristas e lulo-petistas. Personalistas, os dois campos raciocinam, basicamente, com a estratégia da negação um ao outro. Quem cancela Bolsonaro vai de PT e quem cancela o PT vai de Bolsonaro. Mas o Brasil é muito mais do que isso.

Por esses dias, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi ao ponto fundamental. Em tom professoral, o emplumado tucano disse que, além de competitividade eleitoral, o candidato deve apontar para o futuro. O nome deve passar a mensagem de que é possível a construção de um projeto de nação, fora da lógica empobrecida do “ou isso ou aquilo”. Eis onde reside a missão de uma possível terceira via, para além dos polos. Para FHC, o futuro do Brasil não passa nem por Bolsonaro ou por Lula. Simples. O primeiro representa o presente que está aí. O segundo diz respeito, literalmente, ao passado. O Brasil nunca precisou tanto de futuro.

A Assembleia para além das atribuições legais
A reinvenção na política não é modismo. É uma necessidade dos novos tempos. Será perene na vida pública quem absorver e praticar estes conceitos. Nesse sentido, vem da Assembleia Legislativa do Ceará uma boa referência. O Poder, que poderia ficar circunscrito às suas atribuições legais, está fazendo a diferença. Liderada por Evandro Leitão, a Casa inaugurou o Núcleo de Saúde Mental, lançou o programa Grandes Debates – Parlamento Protagonista e lidera campanha de arrecadação de cestas básicas para doação aos mais vulneráveis à pandemia de covid-19. É por aí.

“Não ponha à prova o Senhor”
Não é deste mundo um debate em torno de cultos e missas presenciais, num contexto pandêmico de proporções bíblicas. Colocar a fé à prova, crendo que não será contaminado, equivale à passagem de Mateus (4:6-7), em que Satanás tenta Jesus a pular do alto, com o pressuposto de que seria amparado por uma legião de anjos. Não caia nessa.

Nova Lei das Licitações
Com visibilidade aquém do necessário, dada a importância e repercussão do tema na gestão pública, a Nova Lei das Licitações foi publicada no dia 1º. Há muitas novidades. Faz-se necessário, portanto, debates e discussões na área, como fez, no último dia 7, a Associação Brasileira de Advogados (ABA), presidida no Ceará pelo advogado Andrei Aguiar.

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