Sucessão 2022: a lista de Tasso

Da Coluna Erivaldo Carvalho, do jornal O Otimista, desta segunda/15:

Ex-governador citou dois governadores filiados ao próprio PSDB/AG. SENADO

É fato que a hipotética entrada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pré-articulações para 2022 está mexendo com os possíveis cenários de sucessão do atual hóspede do Palácio da Alvorada, Jair Bolsonaro (sem partido). Sobretudo no centro do espectro político nacional, uma vez que, na cotação do dia e pelo tom do petista, há forte tendência de haver polarização entre o atual e o ex-mandatário da República. Parte dessa estratégia de cada um que, convenientemente, se retroalimentam, já foi abordada neste espaço. Pois bem. Com isso, abre-se uma larga avenida para a terceira via – justamente onde o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) elucubrou suas apostas.

São elas: os atuais governadores, João Dória (SP) e Eduardo Leite (RS), ambos do PSDB; os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Luiz Henrique Mandetta (DEM), além do apresentador de TV  Luciano Huck (sem partido). Obviamente que, cada um com perfil e potencial distintos, vai trilhar rumos que, dependendo das muitas variáveis, poderá se viabilizar, surpreender, positivamente, ou mesmo ser um retumbante fracasso. Estes e outros fatores considerados, e olhando a fotografia do momento, é demonstrável que as chances dos nomes listados pelo senador tucano segue, com pequenas oscilações, a seguinte ordem decrescente: Ciro, Dória, Eduardo, Mandetta e Huck.

Por que sim Ciro e por que não Dória
O ex-governador do Ceará é o que, de muito longe, tem o maior recall eleitoral, com grande conhecimento de Brasil, larga experiência em disputas do tipo e exímio orador-debatedor. Além disso, tem boas vitrines para exibir ao Brasil, a exemplo das gestões pedetistas instaladas no Ceará. Este ponto nos leva a Dória, que em meio à pandemia e enfrentando dificuldades de todos os lados, vê sua popularidade cair no estado que governa. Não há fardo mais pesado para um pretendente do tipo, sem falar no desgaste de seu partido, que a cada dia perde relevância.

Corrida não é tarefa para inexperientes
Eduardo Leite, o atual governador dos gaúchos, entra na lista mais como deferência de Tasso, que deve enxergar no correligionário mais potencial do que chances reais de disputar o Planalto. O senador sabe que isso não é tarefa para inexperientes. Particularmente, numa disputa em que bolsonarismo e lulo-petismo vislumbram um jogo para lá de duro.

Um bom contraponto e muito barulho
Respeitado no meio sanitário e em alta, politicamente, por ser um dos mais sérios contrapontos à política desastrosa de Bolsonaro no enfrentamento à pandemia, Mandetta, como nome a suceder o atual presidente é um bom pré-candidato ao governo do Mato Grosso do Sul. Chegamos, por último, ao outsider Luciano Huck. Sem comentários. Quem gostou faz barulho!

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