Vem aí uma das mais duras disputas pelo comando da OAB-CE

Sede da OAB Ceará

O atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Ceará (OAB-CE), Erinaldo Dantas, eleito em 2018 para três anos de mandato, deverá disputar a reeleição. Ex-aliados, hoje do outro lado da trincheira, devem bater de frente com o atual adversário. A eleição será em novembro. Ainda não há cabeça de chapa. A rigor, esse não é o momento. Por enquanto, está sendo costurada a plataforma política, com potenciais motes que poderão ser temas da campanha. Mas, independentemente da configuração da chapa – ou das chapas, já que a advocacia cearense é feita a várias alas -, é praticamente consenso que será uma disputa dura, muito dura.

Erinaldo foi leito graças a um acordo, entre outros, com o então presidente da entidade, Marcelo Mota, o atual presidente da Caixa de Assistência, Sávio Aguiar, e o hoje ex-presidente da Escola Superior de Advocacia (ESA), Andrei Aguiar – destituído por Erinaldo, no ano passado. Quando eleito, em 2018, Erinaldo garantiu que iria “reduzir a anuidade, colocar o sistema bumerangue para o advogado receber de volta a anuidade e definir o piso salarial da advocacia”. Aliados dizem que o atual presidente está cumprindo com louvor os compromissos assumidos com os operadores. Os adversários afirmam que ele está passando longe disso. O tira-dúvidas vem aí.

Sobre previdência, recuos e crise
Dois comentários sobre a retirada da proposta de nova previdência municipal, que o prefeito Sarto enviara à Câmara Municipal de Fortaleza. O recuo mostra serenidade e disposição ao diálogo. Mas não deixa de ter sido, também, um ponto de desgaste do capital político, nesse início de gestão. Faltou monitoramento, orientação e trabalho de antecipação ao barulho que viria – inclusive uma narrativa coesa do que iria ser entregue com a votação. Líderes, articuladores e consultores servem para isso. A melhor crise é a que nunca virá.

PT e Petrobras: eu sou você, amanhã
Antibolsonaristas passaram a considerar erros grosseiros o que o PT fez com a Petrobras, ao usar a estatal do petróleo de forma populista no preço de combustíveis – nem que isso representasse prejuízos bilionários crescentes. Ou quando o mesmo partido baixou, artificialmente, o preço da conta de luz, numa clara ação eleitoreira. Hoje, é fácil e cômodo fazer mea-culpa.

Por uma visão de longo prazo nas gestões
Está na ordem do dia prefeitos de cidades médias e pequenas, assim como já é feito nos grandes centros urbanos, profissionalizarem a gestão. Estamos falando de governança, planejamento, consultoria em projetos e práticas de compliance. É bom para a Cidade, o cidadão e o próprio gestor – desde que feitos de forma sustentada, ao longo de sucessivos governos.

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