As motivações políticas que unem Camilo e Sarto em meio à pandemia – Erivaldo Carvalho

Camilo e Sarto de mãos dadas contra a pandemia

O governador do Estado, Camilo Santana (PT), e o prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), são diferentes em muitos aspectos. Da formação curricular às origens políticas, passando pelas trajetórias de cada um, construídas com sucesso, até aqui. Mas há algo que os liga, umbilicalmente: ambos à frente das duas maiores gestões públicas do Ceará – o próprio Estado e a Capital -, não diminuem o ritmo de trabalho no enfrentamento à covid-19. Pelo contrário. Estão, sempre, presentes no suporte ao sistema de saúde, na disciplina dos protocolos biossanitários e, principalmente, na cobrança de responsabilidades da União.

Camilo e Sarto têm, a médio e longo prazos, motivações e objetivos políticos distintos. Vejamos: pode-se dizer que enquanto o prefeito está largando numa jornada, o governador já vê a reta final se aproximando. O chefe do Executivo Estadual vem de uma primeira gestão bem avaliada e de uma reeleição convincente, que o projetou, nacionalmente. Já o prefeito ainda terá de construir sua marca, com muitas provas a superar. Camilo tem um patrimônio político construído, enquanto governador, ao tempo em que Sarto tem um performance política a consolidar, na condição de prefeito. Eis o quê – também – os une no enfrentamento à pandemia.

A estratégia da oposição atinge o lado mais fraco
A leitura política da oposição, segundo a qual, na ausência de condições congressuais para o impeachment do presidente Bolsonaro, a estratégia seria sangrá-lo até 2022, não cabe no Brasil que os próprios opositores dizem estar dispostos a construir. Não dá para torcer – e contribuir – para o “quanto pior, melhor”. É insano, porque, em tais condições, os fins justificariam os meios, num cenário em que o próprio País , leia-se, a população, o lado mais fraco de tudo isso -, pagaria um altíssimo preço na luta inconsequente do poder pelo poder.

O PT e a rota de aproximação com o Paço
Ex-presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, José Sarto deverá desenvolver estilo próprio nas relações políticas com a Casa e seus diversos grupos. A dinâmica pode apontar para rotas de aproximação com o PT – hoje com um pé atrás em relação ao Paço Municipal. A avaliação é do líder do partido no legislativo da Capital, Ronivaldo Maia.

PSD de olho na vaga de vice-governador em 2022
O PSD é, atualmente, uma das maiores forças políticas no Ceará e uma das principais pontes do Palácio da Abolição no Planalto Central. O partido sabe usar o capital que tem e não tira os olhos de 2022. Num dos desenhos para a sucessão do governador Camilo, a vaga de vice-governador na chapa majoritária é uma das opções aventadas. A conferir.

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