Brasil deve focar em resultados demandados

Da Coluna Erivaldo Carvalho, do jornal O Otimista desta quarta/13

Política no Brasil virou guerra campal / Lucio Bernardo Jr/Câmara dos Deputados

O problema quando se vive num clima político polarizado e tóxico, tal qual a atmosfera que, atualmente, se respira no ambiente brasiliense – e que se espalha para todo o Brasil -, é a asfixia que sofrem os que ousam olhares desarmados, que tentam focar nos resultados demandados, à frente dos desafios e à espera de dias melhores. Infelizmente, a luta pragmática em torno dos projetos de poder tem levado o Brasil para bem longe desse ponto de equilíbrio. A política está virando guerra a céu aberto; a economia desmorona; a oposição prega a máxima da terra arrasada e o governo Bolsonaro, acuado, mostra cada vez mais sua face autoritária.

No meio disso tudo, o Brasil vive o pesadelo da pandemia de covid-19, que todo dia leva centenas de vidas. Paralelamente, o Congresso Nacional vive uma batalha atrás da outra, na imprensa e nos bastidores, pelo comando da Câmara dos Deputados e Senado. Sabe-se que o resultado do início de fevereiro, quando serão conhecidos os sucessores dos presidentes Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP) vai impactar na sucessão de Bolsonaro – ou mesmo no tamanho do mandato presidencial, caso a hipótese de impeachment, ainda remota, suba a rampa do Planalto. Não deveríamos estar nesse rumo. Parece que quase tudo está fora do lugar.

As crises e o silêncio dos bons
Se “a guerra é a continuação da política por outros meios” (Carl von Clausewitz) deve-se fazer uso da política à exaustão. Sempre saliva e nunca pólvora. Em outras palavras, as circunstâncias exigem que o Brasil coloque a bola no chão. Onde estão os grandes homens e mulheres públicos deste País, dos meios político, jurídico e econômico etc, que não se comunicam, sentam e discutem um pacto institucional? O que estão esperando que aconteça? “O que me preocupa não é o barulho dos maus, mas o silêncio dos bons” (atribuída a Martin Luther King).

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