Teste de Sarto é recado a candidatos, aviso a eleitores e cobrança à Justiça Eleitoral

Da Coluna Erivaldo Carvalho, do jornal O Otimista, desta quarta/7:

Em quarentena, candidato do PDT está atuando na campanha remotamente, pela internet

O teste positivo do candidato José Sarto (PDT) para covid-19 mexeu com a sucessão eleitoral em Fortaleza. Não bastasse o pedetista liderar uma coligação com vistosa musculatura, o presidente da Assembleia Legislativa representa, na disputa, o grupo dos Ferreira Gomes, hegemônico no Ceará – estado reduto de Ciro, na lista dos políticos mais relevantes do País. Com o diagnóstico, aspectos foram redesenhados. Internamente, com redirecionamento de focos e revalidação de agendas, etapas e prioridades. Externamente, com mais atenção aos protocolos sanitários e ao esforço de parecer que tudo segue normal.

O resultado do exame de Sarto também foi sentido entre os demais concorrentes à cadeira de Roberto Cláudio. Não somente pelo momento fair play, em que quase todos os candidatos se solidarizaram com o deputado, publicamente, desejando-lhe plena e rápida recuperação. Os próprios concorrentes deverão, a partir de agora, ser mais cuidadosos. Afinal, todos, sem exceção, estavam tão sujeitos à contaminação quanto o pedetista. Principalmente, os candidatos que vão às ruas com o chamado volume de campanha – aquelas dezenas de pessoas no entorno, vestidos a caráter e com material de divulgação.

Dá para participar sem entrar nas estatísticas
Para os imprudentes que no dia a dia se aglomeram – em torno de candidatos ou não -, sem as precauções mínimas, fica o alerta de que a pandemia ainda não foi embora e qualquer vacilo pode ser fatal. Particularmente, em bairros populares, onde o vírus circula de forma muito mais presente do que nos quadriláteros nobres da apartada Fortaleza. Com a abundância de plataformas online, dá para acompanhar, debater e se comunicar com candidatos, sem precisar entrar para as estatísticas – de infectados ou algo pior.

Banho de água fria nos protocolos
O caso mais relevante até aqui de contágio pelo coronavírus na disputa da Capital foi um banho de água fria nas expectativas da Justiça Eleitoral, quanto à obediência aos protocolos sanitários. O aviso foi dado. Ou as autoridades que organizam e fiscalizam o pleito agem agora ou, no limite, poderemos ter o recrudescimento da situação.

Sem regras seguras, abstenção será recorde
Daqui a seis semanas e meia teremos o 1º turno das eleições. Não será surpresa se depois de uma campanha insegura do ponto de vista sanitário, os índices de abstenção ultrapassarem as últimas médias. A Justiça Eleitoral, que faz campanha pela presença maciça de eleitores às urnas, precisa ajustar as regras de anticovid-19.

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