Combate a fake news e protocolos sanitários desafiam a Justiça Eleitoral

TSE fez parcerias com as principais redes sociais e com agências de checagem


Quem disse que somente candidatos a prefeito ou vereador passarão por duro teste nestas eleições? Como em nenhum outro pleito, a Justiça Eleitoral estará diante de dois de seus maiores desafios: combater fake news e garantir aplicação de protocolos sanitários. No primeiro caso, o problema é do tamanho da própria instituição, já que o objetivo central de quem organiza e fiscaliza o processo é garantir condições mais próximas possíveis da igualdade para todos os concorrentes. O nome disso é democracia. E, como se sabe, informações falsas, difamações e mentiras são golpes fatais, que desequilibram o jogo.

Representantes da Justiça Eleitoral estão apreensivos em relação às fake news. Não sem razão. Não é fácil combater inimigos que usam o anonimato como escudo e que se multiplicam como vírus, à velocidade da luz. É evidente também os esforços que estão sendo construídos pela Justiça e Ministério Público Eleitoral para a guerra que vem aí. Exemplos: parcerias entre o TSE e as principais redes sociais e com agência de checagem. As primeiras respostas serão a senha sobre quem ganhará o duelo. Uma dica: é preciso mostrar que disputar voto com base em fake news não compensa. Não há boas regras sem boas armas.

Nas redes, abraços e apertos de mão
Os primeiros dias de campanha eleitoral avisam que fazer valer os protocolos sanitários impostos pela pandemia será uma quimera. É só ir às redes sociais dos candidatos. O que não faltam lá são fotos e vídeos com pequenas aglomerações, dezenas de abraços e centenas de aperto de mão. Isso, o que é publicado. Ou seja, uma amostra. Detalhe: são cenas em periferias, onde o vírus chegou com mais força e letalidade. Não será surpresa se essa dinâmica impactar nas curvas de monitoramento.

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