Com repercussão nacional, suspensão de André Fernandes pode acirrar ânimos políticos

Da coluna Erivaldo Carvalho, do jornal O Otimista, desta sexta/21:

É difícil dizer se a suspensão por 30 dias do mandato do deputado estadual André Fernandes (Republicanos) foi uma sanção justa ou desproporcional à quebra de decoro parlamentar. Mas é fácil prevê que o episódio não se encerrou ontem. Sem provas, André encaminhou representação ao Ministério Público, afirmando que o também deputado Nezinho Farias (PDT) teria ligações com facções criminosas. Tecnicamente, trata-se de uma denunciação caluniosa, tipificada no Código Penal Brasileiro. É crime contra a administração pública. Mas a Assembleia é uma casa política. Foi, portanto, um julgamento político.

O debate foi da imunidade parlamentar a queixas de perseguição política, passando por apelos de inexperiência pessoal e pregação bíblica sobre misericórdia. Mas, assim como a punição, a reação será política. Suspenso, André voltará de pilha nova, às vésperas da campanha. Engajado nas redes, foi campeão de votos em 2018. É bolsonarista de crachá e apoiador do pré-candidato a prefeito de Fortaleza, Capitão Wagner (Pros). A punição pode ter repercussão nacional. Ontem, André pediu desculpas, mas não pediu arrego. Perdeu, mas saiu atirando. Pode ser a senha de que vem muito mais barulho por aí.

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